As semanas de moda e o slow fashion | Slow fashion and the Fashion Weeks

Estamos em época de mudança de estação e com ela temos as semanas Fashion. Fashion Week en Nova York, depois Londres, depois Milão, depois Paris.

Como trabalhamos com isso, é natural que a gente se interesse por saber as tendências. Tendência é o que acontece antes de alguma coisa entrar na moda. Tendência é aquilo diferente que começa a ser aceito por um grupo, depois por outro, até ser usado por muitos grupos, e aí receber o nome de moda. A grosso modo, é assim que explicamos.

Mas há uma tendência, que em alguns cantos já está na moda, que deve ser observada com uma atenção muito especial. É a tendência Slow. Começou com o Slow Food, como resposta ao movimento Fast Food. Tinha gente querendo comer rápido demais e tudo bem. Mas tinha gente querendo saber mais sobre os ingredientes que participavam da comida, que queriam escolher melhor, coisas para saborear mais e viver mais saudável. E tudo bem também. O movimento não poderia ter começado em outro lugar se não na Itália, pátria dos cozinheiros sorridentes.

Do Slow Food veio todo um movimento slow. O Slow living, que inclui o slow traveling, slow parenting, slow loving e muitos outros que poderiam até parecer engraçados, mas fazem sentido. A palavra slow de forma alguma deve ser confundida com atraso ou retardo. Na verdade, a ideia é desacelerar para fazer bem, no tempo certo (de cada um). Para tirar aquela neura do « estou perdendo alguma coisa » porque sim, sempre estamos, mas podemos estar ganhando também muito vivendo direitoo que nos propusemos a viver no momento.

Então não poderia faltar também o Slow Fashion. Com tanta gente ditando moda e variando coleções antes mesmo da mudança das estações, as roupas tendiam ao descarte com uma rapidez assustadora não só para o nosso bolso, mas também para o meio ambiente.

Estava criada a indústria da frustração, estaríamos fadados a nos sentir mal-vestidos, fora de contexto, fora de moda para sempre. Surgiram os escravos da moda, os cheque-especiais e as it girls. Tudo que na propaganda parecia feliz. Imagine só que nos tempos de Maria Antonieta, uma moda que passava rápido durava em torno de cinquenta anos. Hoje é uma questão de dias.

O slow fashion propõe uma nova forma de consumir. Você não precisa renovar o guarda-roupas a cada estação. Deve observar mais a procedência do que compra e a qualidade do produto (isso inclui a sustentabilidade do mesmo). Pode usar o que combina com você e não necessariamente o que está sendo usado por celebridades. E pode gostar ou não do que é apresentado, sem sentir culpa. Não há pressão. A ideia é exatamente buscar um equilíbrio no consumo. Não é destruir nenhuma marca. É educar para que nenhuma marca destrua o planeta.

Simples, não ?!

Por isso, enquanto ainda muitas marcas desfilam sem esses conceitos, outras brilham por enxergarem essa tendência (seja puro marketing ou não) e essa mudança na forma de fazer e apresentar roupas.

Poderíamos dizer apenas que as passarelas tem mostrado muitos decotes, muito branco e preto, ombros de fora, alaranjados, saias rodadas, babados, rosa, vestidos e vestes longas e extralongas e flores. Adoramos isso e adoramos falar disso.

MichaelKors15

(Michael Kors)

Mas hoje nossos olhos vão para o que de diferente disso as marcas tem feito. A Givenchy, por exemplo, abriu seus desfiles para pessoas comuns (não diretamente ligadas ao mundo da moda) assistirem. E em seu desfile no marcante dia 11 de setembro, deixou um recado para o público sobre ter escolhido com cuidado peças e cenários recicláveis e até músicas que unem culturas diferentes e diversidade.

(Givenchy)

Outras marcas como Ryan Roche e Max Gengos apostam na produção sustentável e na mão-de-obra sem abusos (o que deveria ser regra ainda é exceção!).

(Max Gengos)

E começam também, paralelos às semanas de moda, as semanas slow além de muitos outros movimentos para reduzir consumismos e aumentar interesse pela preservação, inovação, reciclagem e sustentabilidade (veja abaixo alguns links).

A gente da By My Hands cuida para que nossas roupas e tecidos sejam o mais corretos possíveis. Que nossas vendas sejam feitas para pessoas que gostam e se identificam com nossas ideias e nossas valores. Adoramos vender, claro! Vivemos disso! Mas gostamos principalmente do processo feito com respeito a todos que fizeram parte desta obra. Que bom que finalmente essa ideia está ganhando as passarelas.

photo (11)

 (Nossas roupas By My Hands seguem o padrão que está entrando na moda: a ética na produção! | Our By My Hands clothes are following the standard in fashion now: ethics in the production)

 

English version:

It is the changing of seasons, and so we have Fashion weeks now. Fashion Week New York, then London, then Milan, then Paris.

As we work with it, seems natural that we like to know the trends. And yes we do! Trend is what happens before anything became fashionable. A trend is something diferent that begins to be accepted by a group, then the other, to be used by many groups, and then receive the name of fashion. At least, this is how we can simplify to explain.

But there is a tendency, in quite lots of corners already that is coming fashionable very fast, which we must be observing with special attention. It is the Slow trend. It began with Slow Food, in response to the Fast Food movement. There were people wanting to eat fast and fine. But there were people wanting to know more about the ingredients participating in the food, they wanted to choose better, things to enjoy more and live healthier. And that’s fine too. The move could not have started elsewhere then Italy, homeland of the smiling chefs.

From Slow Food an entire slow movement has emerged. Slow living, which includes the slow traveling, slow parenting, slow loving and many others that might even seem funny, but make sense. The word slow in any way may be confused with delay or retardation. In fact, the idea is to slow down to make it good, at the right time (of each other). To live in the moment.

Then there i salso the Slow Fashion. With so many people dictating fashion and editing collections even before the change of seasons, the clothes tended to disposal with frightening speed not only for our pocket, but also for the environment.

Frustration industry was created, we would be guided to feel under-dressed, out of context, out of fashion forever. From slaves of fashion, credit card expantion and it girls, everything in the ad look happy. Just imagine that in the time of Marie Antoinette, a fashion passing fast lasted around fifty years. Today it is a matter of days.

The slow fashion proposes a new way of consuming. You do not need to renew the wardrobe every season. You should observe more the merits of purchasing and product quality (this includes the sustainability thereof). You can use what suits you and not what is being used by celebrities. And there is no pressure. The idea is just to strike a balance in consumption. It is not to destroy any brand. It is to educate so that no brand would destroy the planet.

Simple, right?!

So while still many brands show of without these concepts, others let themselves shine for this trend (in a simple action of marketing or not) and this is changing the way of making and sharing clothes.

We could say that the runway has shown many necklines, lots of black and white, off shoulders, orange, extra long dresses and flowers. We love it and we love to talk about it.

But today our eyes go to that other side about what the brands have done. Givenchy, for example, opened it’s shows for ordinary people (not directly linked to the fashion world). And in his firs showing colletion, in September 11, they left a message about having carefully chosen recyclable scenarios and even songs that would unite different cultures and diversity.

Other brands such as Ryan Roche and Max Gengos bet on sustainable production and hand labor without abuse (which should be the rule and still the exception!).

And also parallel to fashion weeks, slow weeks and many other events to reduce consumism and increase interest in the preservation, innovation, recycling and sustainability are happening (see some links below).

We (By My Hands) take care with the way we make our clothes, from the fabric to the people, it must be the beste way possible. We love selling, of course! We live from it! But mostly we enjoy the process of making it with respect to all who take part in this piece. We are glad that finally this idea is gaining the catwalk.

DubaiSaia

(our slow catwalk is in the beach of Dubai!)

Referências e pesquisas (Sources):

Ciranda da moda sustentável 

Review Slow Life Style

Slow fashion : O que é a nova forma de consumir moda

Movimento Slow –  história

 Por que a gente prefere comprar em lojas pequenas? 

Lena, the fashion library

Fotos/Photos: Desfiles Givenchy, Max Gengos e Michael Kors

 

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